
Europe (Bélgica)
Recolhimento de produtoA AFSCA retirou em 18 de junho de 2026 um queijo de cabra, após receber notificação através do sistema europeu de alerta rápido para alimentos e ração animal (RASFF) de possível presença de Escherichia coli produtora de toxina Shiga (STEC). Uma rede de varejo, uma das redes que distribuía o produto, imediatamente retirou o queijo de seus pontos de venda, e a autoridade pediu aos consumidores que não o comessem e que o devolvessem à loja de compra.
Que a descoberta chegasse à Bélgica através do sistema RASFF, e não de uma investigação nacional própria, ilustra como a vigilância alimentar funciona na prática na Europa: um produto fabricado em um país, distribuído em vários países do bloco, pode ser colocado em alerta em todos os seus mercados de destino com base em uma única descoberta notificada pela autoridade de qualquer um deles. O queijo de cabra com pasta mole e crosta natural, como alguns queijos artesanais, não recebe tratamento térmico após a produção, o que o deixa exposto a qualquer contaminação fecal ocorrida durante a ordenha ou processamento do leite cru.
Para TAAG, o caso confirma o valor de uma rede de alerta compartilhada entre países para produtos de exportação intra-comunitária: quando uma única descoberta notificada por uma autoridade resulta em uma retirada simultânea em vários mercados de destino, a janela de exposição do consumidor é drasticamente reduzida em comparação com um cenário em que cada país tivesse que detectar o mesmo risco independentemente.
Solução TAAG relacionada
Specio 2.4 detecta E. coli e E. coli O157:H7 com laticínios entre suas matrizes validadas; a associação é indireta porque não diferencia STEC genericamente nem valida especificamente queijo de cabra de pasta mole.
Você também pode gostar