Bélgica
Recolhimento de produtoBélgica recolhe queijo Camembert francês por possível presença de E. coli produtora de toxina Shiga
Um importador recolheu em 2 de outubro de 2026, em articulação com a AFSCA da Bélgica, um queijo Camembert francês de 250 gramas, apresentado em caixa de madeira, por possível presença de Escherichia coli produtora de toxina Shiga (STEC). O produto foi vendido em um único ponto de venda do país. O aviso pede aos consumidores que o tenham comprado que não o consumam e o devolvam.
O alcance da distribuição é limitado, mas o aviso é divulgado como recolhimento ao consumidor porque o queijo é um produto consumido sem cozimento e a bactéria pode causar uma doença grave. A notificação não informa casos associados nem a concentração detectada. É o segundo aviso belga por possível STEC em poucos dias: em 30 de setembro, uma salsinha congelada havia sido recolhida pelo mesmo motivo.
As cepas STEC liberam toxinas que danificam o revestimento intestinal e, em parte dos casos, os rins. A complicação mais grave é a síndrome hemolítico-urêmica, que afeta sobretudo crianças pequenas e idosos. O aviso não indica se o queijo foi feito com leite cru ou pasteurizado nem onde se originou a contaminação. Em geral, queijos de massa mole com casca podem constituir uma matriz de risco para as STEC quando o leite de partida não recebe tratamento térmico suficiente ou quando há contaminação posterior, porque seu pH e sua umidade permitem que a bactéria sobreviva durante a maturação. Os bovinos são o principal reservatório das STEC, e o controle do leite de origem e das superfícies da queijaria é a principal linha de defesa.
Para queijeiros, importadores e laboratórios, o caso confirma a necessidade de analisar o leite cru e o produto acabado em queijos de massa mole, e de verificar cada partida importada. O kit Ampliora 3.9 da TAAG detecta STEC, E. coli O157:H7 e Salmonella spp. por PCR em tempo real, mas suas matrizes validadas são vegetais folhosos e carne bovina moída, não queijo; por isso a associação é indireta, e o kit exige validação própria na matriz láctea.
Fonte original: favv-afsca.be ↗
Como fazemos a curadoria das notícias
Solução TAAG relacionada
- Microrganismo:
- Escherichia coli produtora de toxina Shiga (STEC)
- Matriz:
- Queijo Camembert
- Kit relacionado:
- Ampliora 3.9 (F39) E. coli STEC, E. coli O157:H7 and Salmonella spp. (PCR en tiempo real - Mila)
O Ampliora 3.9 detecta STEC, E. coli O157:H7 e Salmonella spp., mas suas matrizes validadas são vegetais folhosos e carne bovina moída; o queijo não está entre elas e o aviso não relata análise feita com o kit, por isso a associação é indireta e requer validação na matriz láctea.
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