Aprendizado

Patógenos alimentares

Escherichia coli (E. coli) e STEC: riscos e detecção em alimentos

Equipe TAAG · 6 min de leitura · TOFU · Informacional

Completa o cluster de patógenos junto com Salmonella e Listeria monocytogenes.

O que é a Escherichia coli?

Escherichia coli (E. coli) é uma bactéria que habita normalmente o intestino de humanos e animais. A grande maioria de suas cepas é inofensiva e faz parte da flora intestinal habitual; apenas um grupo reduzido de cepas patogênicas pode causar doença.

O que é STEC?

STEC (do inglês Shiga toxin-producing E. coli) é o grupo de cepas patogênicas capazes de produzir toxina Shiga, a variante de maior relevância clínica dentro da E. coli. Essa toxina pode danificar o revestimento intestinal e, nos casos mais graves, os rins.

Em que alimentos representa maior risco?

O risco concentra-se principalmente em carne moída bovina mal cozida, vegetais de folhas verdes irrigados ou lavados com água contaminada, leite cru não pasteurizado e, em menor medida, água recreativa ou de consumo sem tratamento.

Consequências de uma infecção por STEC

A maioria dos casos causa diarreia, às vezes com sangue, que se resolve sem tratamento específico. Em crianças pequenas e idosos, porém, pode evoluir para a síndrome hemolítico-urêmica (SHU), uma complicação grave que afeta a função renal e exige hospitalização.

Como se detecta E. coli / STEC em um laboratório?

Cultura tradicional

Isolamento em meios seletivos seguido de confirmação bioquímica e sorológica; pode levar vários dias e o resultado costuma ser expresso em UFC quando se trata de contagens gerais de E. coli ou coliformes.

Métodos moleculares

A PCR dirigida aos genes que codificam a toxina Shiga (stx1, stx2) permite confirmar se uma cepa é STEC em horas, sem depender do isolamento completo do microrganismo.

Medidas de controle na indústria alimentícia

Cocção adequada da carne moída, controle microbiológico da água de irrigação e lavagem em produtos frescos, higiene no manejo de carne crua para evitar contaminação cruzada e monitoramento ambiental em plantas que processam esses produtos.

Conclusão

A E. coli é, em sua maioria, uma bactéria inofensiva, mas as cepas STEC representam um dos riscos mais sérios em carne moída, vegetais frescos e laticínios não pasteurizados. Distinguir uma cepa patogênica de uma inofensiva é precisamente o papel dos métodos moleculares dirigidos aos seus genes de toxina.

Sobre a TAAG

Conheça como os serviços de diagnóstico molecular da TAAG apoiam a detecção de patógenos entéricos, incluindo cepas STEC.

Perguntas frequentes

Toda cepa de E. coli é perigosa?

Não. A maioria das cepas de E. coli é inofensiva e faz parte da flora intestinal normal; apenas um grupo reduzido, como as STEC, produz toxinas que causam doença.

O que é a síndrome hemolítico-urêmica (SHU)?

Uma complicação grave da infecção por STEC que afeta a função renal, mais frequente em crianças pequenas e idosos, e que pode exigir hospitalização.

Como se diferencia uma cepa STEC de outras E. coli no laboratório?

Por meio de PCR dirigida aos genes da toxina Shiga (stx1/stx2), que confirma se a cepa isolada tem o potencial de produzir essa toxina.

Fontes externas